sábado, 11 de outubro de 2014

Poema "A Viagem".


Comentário ao poema A Viagem.

A viagem de uma alma e seu retorno à fonte. A alma, imagem e semelhança extensão incorruptível do criador, tem por objetivo nos planos escolas, dar consciência a matéria, no caso particular, na terra iniciando no reino mineral, vegetal, animal e agora hominal. Que este retorno se dê pela multiplicação dos talentos e que sejamos, como o filho pródigo que arrependido, retorna e é recebido com bodas e festas na casa paterna. 
Bv._

                                       “ A VIAGEM “

Oh ! Vida vivida, terrena Vivia na ilusão
Que a tanto me encanta, Do meu ego tão soberbo,
Outros tantos, desencanta Que suplantava a essência
... e condena !                                  Ao firmar sempre os apegos.

Vida vivida, passado Liberto das miragens terrenas
Deixando um rastro sereno, Visualizado no deserto sem fim,
Quantos que por ti passaram             Retornei novamente ao centro
Sem darem apenas um aceno. Preparando um futuro por vir.

Pensei que o fim estivesse Liberando as posses terrenas
No último sopro terreno, Que pensava possuir como dotes,
Mas hoje, feliz comemoro E só hoje percebo o equívoco
A vida continua em outro plano. Tudo isso ficam para a morte.

As horas que vivo aqui                 Sinfonia, tocata dos deuses
Ensaia uma sena pequena, Guardiãs das estrelas cadentes,
Mas a vida que terei no além        Sou Deus e também homem terra
Com certeza lá a paz é mui plena. Neste cosmos sou sempre o presente.

De gozos serenos, celestes                   Não fui, nem  serei, EU SOU
Amplidão horizontes dos céus,              Sou passado,  futuro, e presente,
Compartilhados com seres angélicos    Das galáxias extrai o elixir
E com o Deus Pai que levanta este véu.Onde a vida  é permanente.

Protetor da verdade eterna Vida vivida no eterno
Amparando a promessa final, No presente é a luz do meu viver,
Para aqueles que aqui nesta terra Se ascendo a morada do meu Pai
Praticam o bem, não o mal. Jorro luz, esparjo vida ao ser.

Jubilosos estarão a saudar          Já ascendido e transfigurado
Luminárias que brilham no céu,   Morri pra vida que me ensinou a ter,
Ascendidos subirão às alturas      Libertei-me do casulo que prendia
Protegidos pelo Arcanjo Miguel.   O ser divino, alma alada, alvorecer.
Sou um pássaro desterrado a clamar   Do meu céu iluminado eternizei
Como a ave que o ninho vai buscar,     As sementes que plantei ao fazer,
Já findo o inverso e é verão             Gestos nobres, burilados no cadinho
Busco pois por este céu o meu lar.   O corpo físico onde fui viver.

Não sou aquilo que tenho            Retornei enriquecido ao meu Pai
Apenas sou aquilo que sou,         Multiplicando os talentos do dever,
Das ilusões terrenas enfim          Graças a Ti, Pai amado, onisciente
Deus bom pai me libertou.          Do plano terra regressei para o Teu Ser.
 
                           Amém – Amém – Amém!

BV._

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